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sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Cheiro de casa: atualizando sentimentos de afeto

Olá leitores, espero que estejam bem, se não tiver vai ficar.

Foto: Dois bolos feitos pela mãe no aniversário de 36 anos.

Essa semana foi meu aniversário, 36 anos na terça-feira, já fiz meus pedidos, que são três, como de costume peço algo pessoal, algo para as pessoas que amo, e algo para nossa humanidade, pois acredito que a felicidade individual acaba se relacionando, e tendo influência das demais, estou com fé para que se realize.


É muito raro eu "viajar", de dois em dois meses, até Luziania, são 55 km de distância, só de pensar eu já fico exausto, vou de ônibus, e sempre levo muita coisa, tenho que pegar dois ônibus, e uma viagem que poderia demorar cinquenta minutos, se transforma em duas horas, a psicologia me despertou algo muito (superlativo) sensível, mas do que eu tinha antes do curso, viver em Brasília é viver praticamente em uma bolha, a realidade do entorno de Brasília é algo impactante, pessoas em seus limites, o poder público do estado é omisso, sempre quando chego na casa da minha mãe esse assunto é pauta, e prometo que em breve vamos discutir sobre essas questões aqui.

Chegando na casa da minha mãe me vem toda a memória do que vivi ali na adolescência, geralmente a casa da nossa mãe vira o nosso museu (risos), as fotos, os livros, a coleção de revistas Capricho (sim, eu amava), os cds, dvds, vinis.

Eu estava sentindo muita falta, da sopa de açafrão da minha mãe, da minha mãe me cobrindo com o cobertor, do meu irmão festejando o meu aniversário comigo (o dono eterno do meu primeiro pedaço de bolo), da minha cachorra fazendo festa quando chego, ela fica na porta de casa quando estou, nem sequer vai pra casinha dela.

Lembrei do filme De Repente 30, onde a Jennifer Garner no papel de Jenna, volta para à casa dos pais, depois de viver o mundo caótico adulto, é bem isso mesmo pessoal, sem querer assustar os adolescentes que estão lendo (risos).

Créditos: Filme De Repente 30.

Como vocês sabem moro na UnB, na residência estudantil desde 2015, e aqui não há uma cultura de casa, percebo as pessoas tratando o nosso espaço apenas como um "alojamento", na minha casa gosto de criar esse contexto, mas não é uma tarefa tao fácil.
Esse contexto me fez pensar mais ainda em como quero minha futura casa, e como quero acolher e receber as pessoas que tenho carinho, dos pequenos gestos que aproximam, que fazem a manutenção das amizades, um café acompanhado de uma boa conversa, viver os bons momentos.

Aproveite o hoje para pensar nesse espaço casa, que casa você quer, escreva, desenhe, o que você quer cultivar no seu lar?
Boas reflexões, e cultivemos sempre bons espaços de acolhimento.